sexta-feira, 17 de abril de 2009

Justiça de Canoas liberou R$ 6,2 milhões que estavam bloqueados em uma conta do reitor Ruben Becker

O Sindicato dos Professores (Sinpro/RS) inicia na tarde desta sexta-feira o pagamento do salário de março aos professores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), atrasados desde o dia 5. No final da manhã, a Justiça do Trabalho de Canoas liberou R$ 6,2 milhões que estavam bloqueados em uma conta que pertence ao reitor Ruben Eugen Becker, e seu filho, Leandro Becker, vice-reitor da universidade. Segundo o juiz Volnei de Oliveira Mayer, titular da 2ª Vara do Trabalho de Canoas, — que determinou o pagamento dos salários —, os recursos são oriundos do Plano de Saúde da Ulbra.

Segundo o Sinpro, o repasse não abrange os professores do campus de Torres, que já receberam os vencimentos de março, e depende do sistema de arquivos fornecido pelo setor financeiro da Ulbra. Por isso, não há prazo previsto para conclusão de todos os depósitos.

Em assembleia realizada na noite de quinta-feira, os professores decidiram manter a greve, que reivindica a destituição da atual reitoria da Ulbra, a quem responsabilizam pela crise da instituição. Uma agenda de mobilizações que vai até a próxima assembleia, quarta-feira, no campus Canoas da Ulbra, começou nesta manhã, com ato público em frente à prefeitura de Porto Alegre, seguido de caminhada até a Assembleia Legislativa.

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