sexta-feira, 6 de março de 2009
Com um revólver na testa - David Coimbra
E então dois homens surgiram de algum lugar.
Um deles empunhava um .38 cano longo, que logo foi acoplado entre os olhos claros da Loraine. Ordenou que lhe passasse a chave do carro. Ela obedeceu de pronto. A essa altura, o outro homem já se acomodara no banco do carona. Loraine permaneceu perplexa no portão de casa, esperando que eles se fossem, mas o primeiro ladrão, agora atrás do volante, enfiou a cabeça e o braço esquerdo janela afora e apontou a arma mais uma vez para ela. Não sabia engatar a marcha ré. Perguntou como.
Então se deu um momento de, no mínimo, muita aflição. Loraine teve de proceder da seguinte forma: meteu meio corpo para dentro do carro, pela janela do motorista. Ficou debruçada sobre o ladrão, ele com o revólver em punho, o cano que antes ela sentira sobre a pele da testa agora lhe pressionando o estômago. Nessa posição, ela levou a mão à palanca de mudanças e engatou a ré. Em seguida, antes que eles saíssem, teve sangue frio para pedir que lhes dessem a bolsa, que repousava no banco de trás. O bandido no banco do carona girou o corpo, estendeu o braço, tomou a bolsa e atirou-a pela janela.
Quatro horas depois, o carro foi encontrado. Kadão, o marido da Loraine, que também trabalha na Zero, foi ao depósito do Detran. Como era a noite de sexta-feira, só pôde ver o carro, e não levá-lo. Mas, com uma lanterna, o inspecionou diligentemente. Ficou satisfeito: estava tudo em ordem, os ladrões não haviam mexido em nada. Depois do fim de semana, ao buscar o carro no mesmo depósito, surpresa: a fiação elétrica fora cortada para que o som e o rádio fossem removidos.
Uma história trivial. Deve acontecer todos os dias na cidade. Alguém inclusive pode me criticar por estar escrevendo a respeito.
É justamente por isso que escrevo.
Porque não é algo trivial. É um escândalo. Um escândalo que começa no assalto: o Estado devia proporcionar segurança à Loraine, e não proporciona. Continua no depósito do Detran: o carro estava sob a custódia do Estado, e foi arrombado e roubado. Segue com as consequências do roubo: ainda que a Justiça indenize a Loraine, o funcionário ladrão não será punido, e continuará agindo. Não termina aí, porque o funcionário só roubou o som do carro para vendê-lo a um receptador, que o revenderá a um cidadão contribuinte e trabalhador que teve o seu som roubado e que, ao comprar produto de roubo, retroalimentará a roubalheira. E esse não é o final da sacanagem. O final é o que disse lá em cima: as pessoas acham que isso é trivial, que é desimportante. E, assim, crianças esmolando nas esquinas é um fato trivial; logo, é desimportante. Um marginal espancado quase até a morte por outros marginais também é trivial; também é desimportante.
Até que ponto se estenderá o limite do trivial? Qual a extensão da fronteira do desimportante?
quinta-feira, 5 de março de 2009
The Great Battle "Kido-D"
Kido-D é só o nome do Worm... a denominação correta é "Conficker".
Instalei a atualização do Windows XP(WindowsXP-KB958644-x86-PTB, claro, ele está em inglês, mas vc TEM que trocar o idioma de acordo com o SEU sistema operacional) e ele não conseguiu se propagar... agora falta saber se ele é mesmo excluído... qualquer êxito postarei aqui...
see yah
\o
O que é a prática forense?
Prática forense é a aplicação de técnicas científicas dentro de um processo legal. Essas práticas envolvem pesquisadores altamente especializados – ou criminalistas – que localizam vestígios. Mas esses vestígios só podem proporcionar provas conclusivas quando são testados em laboratório. Alguns dos vestígios encontrados não podem ser vistos a olho nu. Hoje em dia, a ciência forense usa o teste de DNA nos julgamentos de acusações complexas e sérias – solucionando assassinatos através dos blocos da vida.
Como os criminosos desenvolveram vias cada vez mais criativas de driblar a lei, nossa força policial foi obrigada a descobrir maneiras mais eficientes de levar esses delinqüentes a julgamento. Mesmo que aparentemente eles não deixem pistas, os detetives descobriram há algum tempo que isto não é verdade. A presença física sempre estará presente em um objeto, local ou até mesmo em outra pessoa. Todos nós sabemos que os criminosos podem ser capturados pelas pegadas e balas de revólver. Mas o que nem todos sabiam era que as fibras, amostras de cabelo e até sujeira de sapato podem ser usados na investigação. De fato, quase qualquer coisa encontrada na cena do crime pode ser testada e usada como prova, confirmando ou não a presença de um suspeito no local.
Comissão do Senado aprova convocação de Tarso para dar explicações sobre caso Battisti
— Não vamos entrar no mérito do caso. Queremos, apenas, que o ministro explique sua posição — disse o relator do requerimento, senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Battisti foi preso preventivamente no Brasil em abril de 2007 e está na Penitenciária da Papuda, em Brasília, à espera da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo de extradição.
Parlamentares italianos chegaram a visitar o Congresso e o STF pedindo uma decisão favorável à extradição. Em carta entregue ao Supremo, o próprio Battisti negou a autoria dos assassinatos e afirmou que está sendo feito de bode expiatório no caso. A data para o depoimento de Tarso Genro ainda será marcada e, na semana que vem, os senadores devem se reunir para discutir o assunto.
nota do blogueiro: eu acho, ACHO, que não podemos culpar o Tarso ou a republica pela aceitaçãod de asilo... quantos criminosos brasileiros, tirando torturadores, existem na Itália que pediram asilo político a eles e foram aceitos(e nós nem sabemos)?essa é a famosa política que o ex-prefeito de POA, Raul Pont, chama de "toma lá, da cá".
See yah a todos
beijo na moça^^
terça-feira, 3 de março de 2009
Pai da Forense [xD]
Edmond Locard (1877 – 1966) foi um pioneiro em ciência forense. Também era conhecido como o Sherlock Holmes da França. Ele formulou o princípio básico de ciência forense: "Todo contato deixa um rastro". Isto foi conhecido como o princípio de Troca de Locard.
Locard estudou Medicina e Direito em Lyon, se tornando o assistente de Alexandre Lacassagne, criminologista e professor. Em 1910 ele começou fundar seu próprio laboratório criminal. Ele produziu, um monumental trabalho de sete-volumes, chamado Traité de Criminalistique, e em 1918, desenvolveu 12 pontos identificação de impressão digital. Ele continuou com a sua pesquisa até a sua morte em 1966.