sexta-feira, 15 de maio de 2009
Igreja x cinema: novo round
Foi-se o tempo em que Hollywood temia comprar briga com a Igreja Católica tanto quanto o diabo foge da cruz. A indústria cinematográfica aperfeiçoou tanto sua engrenagem de marketing que a boa polêmica agora faz parte da estratégia de promoção de um filme, especialmente aquele que não passa pela aprovação da parcela mais exigente da crítica.
É o caso de Anjos e Demônios, em cartaz a partir de hoje nos cinemas. O filme dirigido por Ron Howard segue a trilha de seu antecessor, O Código Da Vinci, longa que a despeito da desaprovação do Vaticano – ou justamente pelo barulho provocado três anos atrás – faturou, apenas nos cinemas, mais de US$ 700 milhões.
Da realização ao lançamento, os produtores fizeram questão de divulgar todas as querelas com o Vaticano, do veto às filmagens em suas dependências à esperada desaprovação ao resultado final, sabedores que imbróglios deste vulto geram expectativa e garantem espaço na mídia.
Anjos e Demônios adapta o livro homônimo que o escritor americano Dan Brown lançou antes do best-seller O Código da Vinci. Mas para o cinema a nova gincana do simbologista Robert Langdon (outra vez vivido por Tom Hanks) foi colocada cronologicamente como posterior à trama encenada em 2006. Depois de sacudir os pilares da fé cristã tentando provar que Jesus e Maria Madalena geraram descendentes, Langdon tem sua condição de persona non grata no Vaticano revogada por uma emergência.
E sua nova aventura é tão enigmática quanto complexa, com foco no sempre quente debate entre fé e ciência. Na trama, a Santa Sé encontra-se sob tensão extrema. O papa morreu, e durante o processo de escolha de seu sucessor uma organização secreta, os Illuminati – criada no século 16 por Galileu Galilei para abrigar cientistas perseguidos pela Igreja –, ressurge com uma ameaça. Em poucas horas provocará uma explosão apocalíptica graças ao artefato que tem em mãos: uma amostra da antimatéria, a partícula de Deus, concentração da energia que originou o Universo.
Langdon se lança então em uma frenética jornada por Roma, decifrando pistas contidas em antigos escritos e em imagens religiosas seculares para ligar os pontos que o leve até o temido experimento – ele conta com a ajuda de uma nova parceira, a cientista Vittoria Vetra (Ayelet Zurer).
Se no livro explicações podem ser digeridas ao voltar uma página, no filme Anjos e Demônios (como em O Código Da Vinci) o espectador mal tem tempo de absorver o excesso de informações que dê alguma liga à narrativa. Assim, resta relaxar e tentar acompanhar Tom Hanks no tour por uma Roma mitológica, roteiro que nos pacotes turísticos deve ser bem menos confuso.
MARCELO PERRONE
Google diz que 14% dos usuários foram afetados por problema de acesso
da Folha Online
O Google afirma que um problema de tráfego na Ásia gerou os problemas de acessos em seus serviços detectados nesta quinta-feira (14). De acordo com a empresa, 14% de seus usuários enfrentaram lentidão ou interrupção no serviço, em uma falha que o Google considera "embaraçosa".
"Um erro em nossos sistemas fez com que direcionássemos uma parte do nosso tráfego para a Ásia, o que criou um congestionamento", afirma a empresa, em nota. A companhia compara o problema a um voo entre Nova York e San Francisco que é obrigado a fazer escala na Ásia.
"Nós trabalhamos duro para que nossos serviços sejam super-rápidos e estejam sempre funcionando, então é especialmente embaraçoso quando uma falha dessas acontece", diz o comunicado do Google. No Brasil usuários também relataram ter problemas de acesso --para os brasileiros, trata-se ao menos da segunda falha em uma semana.
Os relatos do problema foram tão intensos que a tag #googlefail (falha do google, em inglês) foi a mais utilizada no Twitter durante boa parte desta quinta-feira.
Na semana passada, internautas brasileiros tiveram dificuldade para acessar os serviços do Google. A empresa informou que isso ocorreu em razão de uma falha em um grupo de roteadores, durante uma manutenção de rotina.
Segundo a empresa, uma falha na programação dessa inspeção afetou o funcionamento dos equipamentos, responsáveis por interligar as redes de computadores e permitir a troca de dados, o que limitou o acesso no Brasil.
Arrá! - L.F. Verissimo
Já contei que uma vez o Jorge Furtado comprou um programa de traduções para o seu computador e fez uma experiência. Digitou toda a letra do nosso Hino Nacional em português e pediu para o computador traduzi-la sucessivamente em inglês, francês, alemão, holandês etc.
Do português para o inglês, do inglês para o francês e assim por diante até ser traduzida da última língua do programa de volta para o português. Segundo o Jorge, a única palavra que fez todo o circuito e voltou intacta foi “fúlgidos”. Em inglês, “salve, salve” ficou “hurray, really hurray” e parece que em alemão o texto ficou irreconhecível como hino, mas, em compensação, reformulou todo o conceito kantiano do ser enquanto categoria transcendental imanente em si.
***
Gostei de saber do fracasso do computador. O meu barato era ver computador ridicularizado. Uma implicância mesquinha, reconheço. Eu a via como um último gesto de resistência à beira da obsolescência. Não podia viver sem o computador, mas minha antipatia crescia com o convívio. O programa de texto que eu usava era à prova de erro ortográfico. O computador não me deixava errar, por mais que eu tentasse. Subvertia o que eu tinha de mais pessoal e enternecedor e sublinhava meus erros com vermelho insolente.
***
Não era raro eu repetir o erro, para desafiá-lo e mostrar que alguns dos nossos ainda não tinham se intimidado, na esperança de que ele desconfiasse que eu estivesse certo – ou fosse um caso perdido – e retirasse a correção. Nunca aconteceu. Ele não tinha dúvidas da sua superioridade. Ele não tinha nenhum senso de humor. Daí minha alegria ao saber do seu fracasso como tradutor.
***
Mas agora – arrá! – somos iguais. Com a reforma ortográfica ele se tornou tão obsoleto quanto eu. Ficou ridículo, insistindo em tremas e hífens que não existem mais. Acabou a sua empáfia! E eu serei implacável. Sei que é fácil atualizar o programa de acordo com as novas regras, mas não farei isto imediatamente. Antes quero saborear a minha vingança. E a cada vez que ele sublinhar em vermelho uma palavra minha, direi: “Burro é você! Burro é você!”.
Invenções malucas [Oo]


Mais uma da série: Privada para gatos (a Lê vai adora isso). Parece que é a última moda nos EUA. Duas empresas diferentes lançaram esta incrível comodidade. O modelo mais avançado é o que realmente funciona como uma privada. Ele é conectado ao encanamento de água e de esgoto e possui um sensor que dá a descarga automaticamente após o gato usar o banheiro. Custa US$ 300. O modelo da empresa concorrente custa mais, US$ 350, e também possui um sensor que limpa a caixinha do gato após o gato sair do reservado. A diferença é que o material produzido pelo gato fica em um compartimento para você precisa limpar de tempos em tempos, ou seja, continua usando pedrinhas do tipo "pipicat" [=P{oO}].
era isso que tínhamos pro momento [;D].
Abs pra todos.
Beijo, moça.^^
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Martin Scorsese dirigirá cinebiografia de Frank Sinatra

Demorou, mas chegou: Frank Sinatra enfim ganhará uma cinebiografia, dirigida por ninguém menos que Martin Scorsese. Depois de documentários sobre os Rolling Stones (Shine a Light, 2008) e Bob Dylan (No Direction Home, 2005), além de outro, ainda sem título, sobre o ex-Beatle George Harrison, previsto para 2010, o cineasta assumiu o filme que vai contar a história de um dos maiores intérpretes do século 20. O anúncio foi feito na quarta, 13, pelos estúdios Universal e Mandalay - um dia antes, pois, do aniversário de 11 anos da morte do cantor.
O roteirista, Phil Alden Robinson (que assinou e dirigiu o drama-xarope máximo do beisebol, Campo dos Sonhos, com Kevin Costner), varou 30 mil páginas de investigações sobre o cantor, conhecido como "velhos olhos azuis", por cerca de um ano, de acordo com Cathy Schulman, coprodutora da fita. Com tanto material em mãos, a equipe decidiu mandar às favas tentativas de compor uma narrativa linear - pense na calendoscópica cinebio que Todd Haynes deu a Bob Dylan, em Não Estou Lá (mas Scorsese pôs um freio à ousadia do colega e não, não irá usar seis atores para interpretar Sinatra, à moda de Haynes, com seu retrato multifacetado, literalmente, do cantor de folk norte-americano).
"Será quase como uma colagem", Schulman disse. "Assim como suas gravações captam diferentes ritmos e humores, (o filme) vai ter uma coleção de cenas e momentos que formarão uma história geral, em oposição a uma cronologia convencional." Em resumo: "capturar momentos" sem a pretensão de tentar amarrar "a história toda em pouco tempo".
A obra demorou uns bons anos para sair do papel, após série de negociações com os herdeiros de Sinatra e o grupo Warner Music, detentor dos direitos autorais das gravações do artista. A família deveria formar um consenso antes de aprovar a versão cinematográfica de seu membro mais famoso, que já foi interpretado na TV por Ray Liotta, em The Rat Pack, filme da HBO de 1998, e por Philip Casnoff, em 1992, na minissérie Sinatra.
Mais do que "como" contar a história, pesou "o quanto dela" deveria aparecer nas telonas, segundo o site The Hollywood Reporter. Mais uma vez, a produtora Schulman passou os panos quentes ao afirmar que Scorsese - um ítalo-americano como o cinebiografado - foi decisivo para que a obra fosse tocada adiante. "Todos em controle dos direitos tinham de concordar. E ter Marty como cabeça (do projeto) foi o que, em ultima instância, pesou." Pendências com direitos relativos a merchandising, de acordo com o site, também foram superados.
"Marty sempre quis fazer isso", afirmou ao tablóide britânico The Sun Tina Sinatra, filha de Frank e irmã dos cantores Frank Jr. e Nancy Sinatra. "Confio nele inteiramente", ela completou. A questão capital era como - e se - Scorsese abordará a comentada ligação dos "velhos olhos azuis" com a máfia (boatos dão conta de que ele teria pedido a ajuda de "poderosos chefões" para que John F. Kennedy ganhasse as eleições presidenciais dos EUA em 1960).
Tudo resolvido e Sinatra se junta a um notável elenco de figuras históricas que tiveram sua vida esmiuçada pelas lentes do cineasta - do boxeador Jake LaMotta (Touro Indomável) ao bilionário Howard Hughes (O Aviador), sem esquecer, claro, de Jesus Cristo (A Última Tentação de Cristo). E, de lambuja, a empreitada dará chance de Scorsese trabalhar em cima do personagem de Dean Martin, camarada de Sinatra no supergrupo The Rat Pack. Martin atuou, ao lado de Sinatra, no filme Ocean's Eleven, em 1960, filme depois repescado por Steven Soderbergh em Onze Homens e um Segredo.
Há mais de uma década, o diretor vem elaborando Dino, cinebio sobre Dean com roteiro de Nicholas Pileggi, antigo parceiro nos filmes Os Bons Companheiros e Cassino. A obra, por ora em suspenso, é uma adaptação da biografia de Nick Tosches, Dino: Livin' High in the Dirty Business of Dreams.
A vida de Sinatra deverá render muito ao roteiro. Ao longo de 83 anos, o cantor pôs em sua conta 10 Grammy, um Oscar de melhor ator coadjuvante (A Um Passo da Eternidade), 31 discos de ouro e relacionamentos com as atrizes Ava Gardner, Natalie Wood e Mia Farrow, além da mais forte "titular", Nancy Barbato. Um dos maiores crooners de todos os tempos, o artista - que também atendia pelo apelido "A Voz" - teve canções imortalizadas pelos mais variados tipos. Para ficar em alguns: Cake ("Strangers in the Night"), Cat Power ("New York, New York") e Sid Vicious, já fora do Sex Pistols, com sua versão punk para "My Way" - clássico, aliás, regravado, recentemente, por Roberto Justus e escolhido como música preferida para enterros no Reino Unido.
Ainda não se sabe quem vai interpretar Sinatra para as lentes de Scorsese. Há quem aposte em Leonardo DiCaprio, o "queridinho" do diretor - ele laçou praticamente todos os protagonistas na recente safra de obras do diretor, como Os Infiltrados, O Aviador, Gangues de Nova York e o ainda inédito Shutter Island. O filme não tem previsão de lançamento.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Próximo "X-Men Origens" será sobre Deadpool
Segundo a uol.com.br, a edição de hoje da revista Variety que circula em Cannes confirma: depois de Wolverine, Ryan Reynolds reviverá o personagem Deadpool no novo "spinoff" (filme com personagem derivado de outro filme) de "X-Men" que será produzido pela Fox.
Por falar em "spinoff", enquanto a Pixar abriu hoje o Festival de Cannes, a Dreamworks não larga o osso de Shrek e já vendeu para mais de 30 países o seu "A Verdadeira História do Gato de Botas", protagonizado pelo gato que rivalizava em carisma com o ogro verde e dublado por Antonio Banderas.MEU OS: Wade Wilson, vulgo Deadpool, NÃO ERA um X-Men... somente foi UMA vez e foi quando enfrentou Cable... não sei se agora, nos últimos meses, ele virou um X-Men..
terça-feira, 12 de maio de 2009

Através do perfil do Twitter que criou para promover o futuro Office 2010, a Microsoft acabou de jogar uma boa quantidade de lenha nos rumores de que pretende lançar um telefone baseado no tocador digital Zune.
Criado ontem, dia 11, o profile promocional tem apenas 5 posts e dois deles são especialmente misteriosos. O primeiro diz apenas “Junho de 2009 será um mês importante para os fãs do Zune” e outro responde a uns usuários curiosos que “um novo produto será lançado, e isso é tudo que posso dizer. Aguarde antes de comprar um iPhone ou [Palm] Pre”.
Lançado em 2006 com a dura missão de combater o iPod no mercado de players digitais, o Zune nunca emplacou como seu concorrente da maçã. Será que agora, repaginado e em “versão telefônica” ele cairá nas graças do público?
"Notas musicais não pertencem a ninguém", diz Coldplay ao se defender de nova acusação de plágio
Depois de Joe Satriani entrar na Justiça acusando o grupo inglês de ter copiado sua música "If I Could Fly", foi a vez de Cat Stevens --hoje conhecido como Yusuf Aslam-- dizer que "Viva La Vida" foi inspirada em sua "Foreigner Suite", de 1973 --anterior inclusive à composição de Satriani.
"É duro quando as pessoas te acusam de roubar alguma coisa quando você sabe que não é verdade", disse Champion ao jornal Hampton Roads. "Estamos confiantes de que não fizemos nada de errado".
Apesar das observações, Champion aceitou as semelhanças entre a faixa do Coldplay e as outras duas canções. "Existem elementos da nossa música que eu ouvi nas outras canções, mas é difícil de definir".
Minha opinião: Virou moda acusar os outros de plágio(!!!) e não existem "doze notas musicais" existem, sim, 7 notas com cinco acidentes ou deslocações de tom... sim, eu to ficando chato. [;D]
bjomeliga [=P]
Comparando - L.F. Verissimo
(retirado da Zero Hora de ontem)
Volta e meia alguém pede uma seleção brasileira de todos os tempos, ou o melhor time do Internacional que se viu jogar, ou coisa parecida. Os mais antigos ficam tentados a aceitar o convite, nem que seja só para exibir seu currículo de torcedor. Como eu. Sempre conto que vi o lendário Domingos da Guia jogando, para impressionar quem acha que seu filho, Ademir da Guia, já é pré-histórico. Só omito o detalhe de que o grande “beque”, como se dizia no meu tempo, estava provavelmente com mais de 40 anos na ocasião, impondo-se mais pelo porte imperial do que pelo futebol.
Mas formar times com jogadores de diferentes épocas é um exercício de futilidade, tanto quanto era a questão sobre quem foi o melhor do século passado, Pelé ou Maradona, que só o Maradona levou a sério. Pelé e Maradona não foram contemporâneos mas ninguém pode alegar que Pelé teve a vantagem de jogar numa época em que havia mais espaço e menos correria. Quando Pelé começou, a era romântica já tinha passado, já era o futebol de chegada dura no calcanhar e defesas impiedosas que o Maradona encontraria.
É possível, mesmo que não tenha sentido, comparar os dois, portanto. Mas como compará-los com Zizinho, Stanley Mathews, Di Stefano? Estes sim, eram de outra era.
***
No atletismo, a comparação é mais fácil. As provas continuam as mesmas mas mudaram os métodos de preparação dos atletas, a alimentação, os equipamentos etc e a superioridade de uma geração sobre outra pode ser medida em segundos e centímetros, ou minutos e metros.
No futebol essa aferição exata é impossível, nunca saímos do terreno da hipótese e da fantasia. Qual seria o resultado de um jogo entre as seleções brasileiras de 50 e de 82, só para ficar em dois exemplos de times igualmente brilhantes que fracassaram de maneiras diferentes? Tanto a seleção de 50 quanto a de 82 foram vítimas do mesmo triunfalismo precoce, mas, como disse o Tolstói sobre as famílias infelizes, cada uma à sua maneira.
Um cínico, pesando o ímpeto ofensivo e os descuidos defensivos de cada uma, apostaria num resultado de 6 a 6. Um grande jogo, portanto.
***
Se pegassem todas as características e estatísticas do Rocky Marciano e do Muhammad Ali, botassem num computador e pedissem para ele dizer quem derrotaria quem, o computador precavido provavelmente diria que numa briga de rua ganharia o Marciano e numa luta de boxe ganharia o Ali.
O mesmo hipotético computador, comparando Pelé e Maradona com, por exemplo, Leônidas da Silva e Sivori, provavelmente se recusaria a dar um resultado, alegando que cada lado praticava um esporte diferente.

