sexta-feira, 12 de junho de 2009

Invenções Malucas IV - Japonês inventa engenhoca para lenços e óculos com funis




Um inventor japonês acaba de apresentar novas criações, que, segundo acredita, irão facilitar a vida de quem precisa usar lenços de papel ou colírios, por exemplo. Uma engenhoca que fica presa à cabeça permite que os lenços estejam sempre à mão, já o problema para pingar colírio foi resolvido em óculos com funis. Os produtos foram criados por Kenji Kawakami.

O inventor, fundador da Sociedade Internacional de Chindogu - traduzida como ferramentas estranhas -, criou ainda um despertador que pode resolver o problema dos dorminhocos. Pinos pontiagudos ficam sobre o relógio para impedir que ele seja desligado.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

falta pouco..


Mão desenvolvida por tecnologia robótica prepara sushis durante exibição em feira de tecnologia na gastronomia, em Tóquio; a mão robótica é acionada por ar comprimido, o que garante precisão maior de movimentos.

caraca! fiquei sem chefe ontem!! \o/

que magavilha de dia ontem, e acabou melhor ainda [=P].

(hoje volta tudo ao normal, u.u")

abraços a todos.
beijo, moça.^^

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O da foto - L.F. Verissimo

da Zero Hora

Pequena história para ser catalogada sob “Gerações – abismo entre”.

***

Ela com 18 anos, ele bem mais velho. Mas, no seu chat pela internet, os dois tinham mentido. Ela dissera “mais de 20”, ele “menos de 35”. Ela se descrevera como romântica, carinhosa e um pouco teimosa. Ou, como dizia a sua mãe, “cabeça dura”. Ele fora mais vago: era sincero, amigo dos amigos, talvez um pouco obsessivo. Ela gostava de frutos do mar, rock e algumas novelas. Ele, Chico e Caetano, e só ligava a TV para ver as notícias e o futebol.

***

Depois de algumas semanas, em que tinham descoberto alguns gostos e desgostos em comum, marcaram um encontro num bar. E trocaram fotografias.

***

Ela chegou no bar primeiro. Olhou em volta, procurando um rosto que correspondesse ao da fotografia que ele mandara. Ele ainda não estava lá. Ela pediu uma Coca diet e ficou olhando para a fotografia. Pensando: tirei a sorte grande. Gostamos das mesmas coisas. Rimos das mesmas coisas. E ele, ainda por cima, tem esses olhos azuis.

Um homem parou ao lado da mesa e disse:

– Olá.

Ela levantou os olhos. Não era ele. Disse:

– Alô...

– Sou eu – disse o homem.

Não era ele. Ou não era o da fotografia.

– Desculpe – disse ela. – Estou esperando alguém que...

– Sou eu – repetiu o homem. E disse seu nome.

– Mas esta fotografia... – mostrou ela.

– É do James Dean.

– Quem?

– James Dean. O ator.

O homem não era feio. Ou pelo menos não era repugnante. Mas era mais velho do que o da foto. E não tinha olhos azuis.

– Pensei que você fosse achar engraçado – disse ele.

– Achar o que engraçado?

– Eu mandar uma foto do James Dean em vez da minha.

– Por que eu acharia engraçado?

– Era uma brincadeira. Você logo ia ver que não era eu, que eu estava me autoironizando e...

O homem desistiu no meio da frase. Viu pela expressão no rosto dela que ela não estava entendendo nada. Perguntou:

– Você não reconheceu o James Dean, é isso?

– Eu não sei quem é o James Dean.

– Tá – disse o homem.

E sentou-se. Ainda conversaram um pouco, sem muito entusiasmo. Ela tentando esconder a decepção porque ele nem se parecia com o da foto. Ele pensando: que futuro eu posso ter com alguém que não sabe quem foi o James Dean? Com alguém do outro lado do abismo?

Ele pagou pela Coca, apesar dos protestos dela, se despediram e nunca mais se viram.