quinta-feira, 19 de março de 2009

e quem paga... é... ?

*retirado do blog do tas


O que é pior: errar ou fingir consertar o erro? Como é possível figuras que estão no Senado há anos, para não dizer décadas, como Sarney e Mercadante, aparecerem diante das câmeras do Jornal Nacional indignados com o fato do Senado brasileiro, que vive falando em fazer reforma administrativa, ser um exemplo cabal de desperdício do seu e do meu dinheiro, contribuintes otários que somos?



nota do blogueiro: eu vi a reportagem ontem, e pensei: "será que o Tas está vendo isso? AH! eu descubro amanhã."

see yah

terça-feira, 17 de março de 2009

Reforma em igreja revela patrimônio histórico no RS

Serial para Windows XP SP3

Se por algum acaso eu esquecer, aqui estará [;)]:
RPYPK KC86X PMFB4 GXGQW 4H7RR

segunda-feira, 16 de março de 2009

Obrahma! Ibama! Ouça o que Lula já falou sobre Barack Obama!

bem bolado... bem bolado [:D]




Abraços a todos
Beijo, moça [^^]

Iron Maiden bate recorde de público em show em São Paulo

*retirado do uol.com.br

Vencendo chuva, lama e engarrafamentos, os fãs presentes no show do Iron Maiden em São Paulo na noite de domingo (15), presenciaram a banda britânica de heavy metal numa apresentação histórica.

Em seu maior público até hoje numa apresentação solo (fora de um festival), o Iron lotou o Autódromo de Interlagos com 63 mil pessoas, que acrescidas aos 40 mil que foram ao Parque Antártica ver a banda em março de 2008, totalizam mais de 100 mil ingressos vendidos em São Paulo em pouco mais de um ano.

"Tocamos para 57 mil pessoas na Suécia, mas o show desta noite bateu o recorde, é a maior platéia da história do Iron Maiden", disse no palco o vocalista Bruce Dickinson, "olho para frente e quando acho que já vi todo mundo, vejo mais 20 mil atrás".

Ameaçada pela chuva no início da noite, a apresentação marcada para as 20h começou 70 minutos atrasada com os primeiros acordes de "Aces High", faixa de abertura do álbum "Powerslave" (1984), cuja iconografia de inspiração egípcia adornava o elaborado cenário, com direito a sarcófagos e uma versão gigante mumuficada do mascote da banda, o boneco Eddie.

Com um repertório formado exclusivamente por faixas marcantes da era de ouro da banda, a apresentação teve participação expressiva do público, que ajudou Dickinson a entoar cada frase, como se fosse o maestro de um coral de 60 mil pessoas.

Sem se irritar com alguns problemas no volume dos vocais durante o início do show, particularmente na segunda música, "Wrathchild", o vocalista pulou e correu incansavelmente pelo enorme palco sem desafinar ou perder o fôlego, num desempenho de fazer inveja a cantores com metade de seus 50 anos.

Cortês, Bruce aproveitou o intervalo antes da terceira música, "Two Minutes to Midnight" para agradecer ao público, explicar o atraso e comentar a visita à Amazônia (tocaram em Manaus no dia 12 de março) e o show de sábado (14), no Rio de Janeiro, cuja menção gerou a única vaia da noite, numa infame demonstração de bairrismo por parte do público.

O resto da banda, como sempre, também não fez feio. O líder, fundador e baixista Steve Harris mostrava com seu estilo melódico e expressivo por quê é considerado um dos grandes nomes de seu instrumento, o baterista Nicko McBrain esbanjou simpatia e a trinca de guitarristas, formada por Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers se revezava nos solos e colaborava entre si nos riffs tocados em dueto, marca registrada da sonoridade do Iron.

Gers em particular, talvez por ser o mais novo membro (entrou "apenas" em 1990), não parava quieto, subindo na plataforma da bateria, correndo e jogando para cima sua guitarra, impiedosamente.

Com o repertório composto exclusivamente de clássicos, a apresentação não deixou a desejar em nenhum momento, mas os pontos altos foram a dobradinha com "Run To The Hills", clássico do terceiro álbum, "The Number of The Beast" (1983) e a faixa título de "Fear of the Dark (1992). Além dessas, se destacaram "Wasted Years" e o hino "Iron Maiden", que ameaçou encerrar a noite.

Como esperado, a banda voltou após uma pausa de dois minutos com a introdução falada do clássico "The Number Of The Beast". Uma das canções mais memoráveis da história do heavy metal, fez o autódromo entoar em uníssono o refrão da faixa.

Após a última canção, "Sanctuary" (do álbum de estréia "Iron Maiden"), o último acorde foi entoado às 23h56. O público parecia estar satisfeito, mas foi aí que os problemas começaram: se o atraso e a chuva não impediram o bom andamento do show, a saída caótica por pouco não estragou a festa.

Com gente demais passando por corredores estreitos, luzes falhando e perigosos buracos pelo chão, a saída era uma verdadeira corrida de obstáculos, que algumas pessoas só conseguiram vencer depois de mais de uma hora. Se era difícil deixar o autódromo, ir embora das redondezas também não foi fácil, com ônibus lotados e engarrafamentos monstruosos que colocam em questão a viabilidade do Autódromo de Interlagos para eventos desta natureza.

Veja abaixo o setlist do show do Iron Maiden em São Paulo:

"Aces High"
"Wrathchild"
"Two Minutes to Midnight"
"Children of The Damned"
"Phantom of The Opera"
"The Trooper"
"Wasted Years"
"Rime of The Ancient Mariner"
"Powerslave"
"Run to The Hills"
"Fear of The Dark"
"Hallowed Be Thy Name"
"Iron Maiden"

Bis:
"The Number of The Beast"
"The Evil That Men Do"
"Sanctuary"
*Retirado da Zero Hora - LUIS FERNANDO VERISSIMO
  • Em Madri

    Ficaríamos dois dias em Madri, tempo suficiente para rever dois velhos amigos, Goya e Velázquez, no Museu do Prado. Mas o Prado está com uma magnífica ala nova que ainda não conhecíamos. E nela havia uma exposição do Francis Bacon que, se não incluía tudo que ele pintou na sua conturbada vida, chegava perto. Ficamos tanto tempo admirando o Bacon que depois tivemos que pedir desculpas ao Francisco e ao Diego pela brevidade da visita. Não sei o que o Velázquez diria da pintura do Bacon mas desconfio que o Goya entenderia o nosso gosto. Ele tinha, como Bacon, o poder de transformar repulsa e misantropria em grande arte.

  • Agora é tarde

    Certa vez estranhei que nunca ocorrera ao pintor Francis Bacon fazer um retrato imaginário do filósofo e estadista do século 16 Francis Bacon como fez do papa Inocêncio III, baseado num quadro do Velázquez. Na mesma linha de especulação inútil imaginei um filme biográfico em que o ator Richard Burton interpretasse o explorador e linguista Richard Burton. E um filme do diretor John Ford sobre o dramaturgo inglês John Ford (autor de uma peça chamada Pena que Ela Seja uma Prostituta, em pleno século 17). E não houve uma escritora chamada Elizabeth Taylor, um bom papel para a atriz do mesmo nome? De qualquer jeito, agora é tarde. Ficaram faltando estas curiosidades na posteridade de cada um. Aliás, não sei: a Elizabeth Taylor já morreu?

  • Loucura

    Outra vez imaginei como seria uma reunião de todas as versões de Don Juan jamais feitas, de Mozart a George Bernard Shaw. Uma espécie de congresso de versões. As discussões sobre quem era o Don Juan definitivo seriam animadas, pois cada um tem um caráter diferente, e fatalmente acabariam em duelos. E pode-se imaginar que a festa de encerramento seria uma loucura.

  • 50 anos

    Nos levaram para almoçar num dos restaurantes do estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, que é uma potência madrilenha não apenas no futebol. Ótima carne. Durante o almoço, me dei conta: exatamente 50 anos antes, em fevereiro de 1959, eu tinha visto o Real Madri jogar naquele mesmo local. O estádio não era mais o mesmo de 50 anos atrás. Ao contrário de mim, tinha sido reformado e renovado. Como já contei mais de uma vez, foi ali que vi jogar o Puskas e o Di Stéfano. Lembro que o estádio ficava a alguns quilômetros do nosso hotel, e que fui e voltei a pé, sem sentir. Com 50 anos menos... Foi um breve momento de autonostalgia, que não me impediu de saborear a morcilha.

Começa o julgamento de Josef Fritzl; austríaco se declarou culpado de incesto, estupro e sequestro

*Do UOL Notícias

O austríaco Josef Fritzl, que estuprou e manteve a filha Elisabeth refém por 24 anos no porão de sua casa, começou a ser julgado nesta segunda-feira (16), em júri popular em Sankt Pölten, a 60 quilômetros a oeste de Viena. O veredicto deve ser divulgado no dia 20 de março.

No início do julgamento, Fritzl se declarou culpado de incesto, estupro e sequestro, mas inocente das acusações de assassinato e escravidão. As acusações de incesto, estupro e sequestro podem acarretar em uma pena máxima de 15 anos, já a acusação de assassinato pode levar a uma pena de prisão perpétua.

O acusado também se declarou inocente de escravidão, acusação utilizada pela primeira vez na Áustria, por ter tratado a filha "como uma propriedade", e de assalto com agravantes por ter ameaçado seus prisioneiros com um gás em caso de desobediência.

O julgamento
Cercado de seis policiais, Fritzl, de 73 anos, chegou ao tribunal com um terno cinza e escondendo o rosto atrás de uma pasta de arquivo azul. Apenas o acusado comparecerá ao tribunal durante os cinco dias de audiências, que acontecerão a portas fechadas. O depoimento de Elisabeth, hoje com 43 anos, foi gravado e será apresentado para os três magistrados e oito jurados.

Fritzl ficou de pé na sala por vários minutos e durante todo o tempo ignorou as insistentes perguntas de dois jornalistas do canal de TV público "ORF", autorizado pelo tribunal a entrevistá-lo.

As primeiras perguntas dos repórteres foram "Como se sente?" e "Gostaria de fazer uma declaração?".

Ao apresentar as acusações contra Fritzl, a promotora Christiane Burkheiser falou do "martírio inimaginável" sofrido por Elisabeth.

A acusadora admitiu que o réu "respondeu a todas as perguntas" da Promotoria, mas destacou que Fritzl "não mostrou nenhum tipo de remorso" pelo que fez.

Burkheiser também lembrou que, nos primeiros nove anos de cativeiro, a vítima viveu num espaço de 11 metros quadrados, "às vezes com três filhos pequenos e grávida".

Segundo a promotora, já no segundo dia do cárcere, que teve início em agosto de 1984, Elisabeth, então com 18 anos, foi estuprada pelo pai no porão, onde "não havia água quente, ducha, calefação, luz do dia ou ventilação com ar fresco".

Segurança
A segurança para o julgamento foi reforçada. Somente pessoas credenciadas poderão entrar na área em volta do prédio do Tribunal de Justiça. Os jornalistas só poderão acompanhar a leitura das acusações, que acontecerá nesta segunda, e o anúncio do veredicto, previsto para sexta.

O caso veio à tona em abril de 2008, quando a filha mais velha fruto do incesto - do total de sete filhos - precisou ser hospitalizada. Fritzl é mantido preso desde então e pode pegar prisão perpétua se for condenado por homicídio. O código penal austríaco não contempla a acumulação de penas, prevalecendo a mais dura.

O austríaco foi submetido a exames psiquiátricos que atestam sua capacidade mental de passar pelo julgamento.

Dia-a-dia no cativeiro
A investigação vasculhou os 24 anos de vida dupla de todos os envolvidos no caso, principalmente da mãe de Elisabeth, que levava uma vida normal na casa, em cima do cárcere da filha.

Fritzl protegeu a entrada do porão com portas blindadas e fechaduras eletrônicas, e proibia a mulher e os filhos de se aproximarem do local.

Descrito como um vizinho amável e solícito, Josef Fritzl teve sete filhos com a mulher e outros sete com Elisabeth. Ela tinha 18 anos quando foi sequestrada e enclausurada pelo pai.

Elisabeth desapareceu no dia 29 de agosto de 1984. Semanas depois, Fritzl obrigou-a a escrever uma carta para a mãe, pedindo que parassem de procurá-la e explicando que havia fugido para se juntar a uma seita religiosa.

Três dos bebês nascidos no porão foram 'deixados' na porta dos Fritzl, com mensagens escritas por Elisabeth, pedindo que a família os criasse. Tudo simulado pelo pai sequestrador.

Um dos bebês morreu por falta de cuidados médicos ao nascer e, por isso, Fritzl é acusado de homicídio. A acusação diz que "apesar de consciente do risco que a vida do bebê corria, premeditadamente impediu que terceiros prestassem ajuda ao recém-nascido, o que resultou na morte da criança".

Fritzl "amava sua filha à sua maneira", explicou seu advogado, Rudolf Mayer, à agência austríaca "APA": alimentava e vestia a segunda família, ensinou as três crianças que ficaram com a mãe no porão a ler e escrever, comprava para eles presentes de Natal e aniversário. Por outro lado, ameaçava matá-los com gás se tentassem fugir.