Como "Branca" não tem raça definida, a especialista acredita que também possa ter acontecido alguma mudança genética em decorrência da mistura de raças. A impregnação no pêlo do pigmento esverdeado da placenta é outra hipótese para o fenômeno. A tese de mutação genética é compartilhada pela especialista em reprodução canina Berenice de Ávila Rodrigues.
Segundo ela, o caso pode ser elucidado por meio de cariotipia - análise dos cromossomos para comprovar se há alguma mensagem genética alterada. Berenice ressalva, no entanto, que as pesquisas sobre a genética de cães ainda são muito escassas no Brasil. "O caso é, no mínimo, insólito. Pode ter ocorrido uma incompatibilidade sangüínea entre os pais do animal, mas as alterações seriam apenas nas mucosas, como olhos, boca e gengivas, e não no pêlo", avaliou. Monstro? Talvez Hulk seria considerado um, ou talvez um mensageiro do diabo se tivesse nascido no século retrasado ou antes da decoberta da genética.
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